A empresa Raízen informou que está analisando a implementação de uma solução considerada “abrangente e definitiva” para fortalecer sua estrutura de capital. A informação foi divulgada em fato relevante na quarta-feira (4), no qual a companhia também afirma que poderá recorrer a um processo de recuperação extrajudicial, caso seja necessário.
De acordo com a empresa, a proposta em estudo prevê uma injeção de capital no valor de R$ 4 bilhões. Desse montante, cerca de R$ 3,5 bilhões seriam aportados pelo Shell, enquanto outros R$ 500 milhões viriam de um veículo controlado pela Aguassanta Investimentos, ligado à família do acionista controlador da Cosan.
A companhia também estuda uma ampla reestruturação de seu endividamento financeiro. Entre as possibilidades avaliadas está a conversão de parte das dívidas em capital, combinada com o alongamento do saldo remanescente. Além disso, a empresa pretende dar continuidade ao processo de simplificação de seus negócios, com a análise e eventual venda de ativos considerados não estratégicos.
Mais cedo, uma reportagem da agência Reuters indicou que a produtora de açúcar e etanol poderia passar a ficar sob controle da Shell. A informação foi atribuída a duas fontes familiarizadas com as discussões internas sobre o futuro da companhia.
A Raízen destacou que ainda está avaliando as alternativas disponíveis para fortalecer sua estrutura financeira e que qualquer decisão será comunicada ao mercado conforme as regras de transparência exigidas para companhias abertas.